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Afetividade e aprendizagem escolar


Data de publicação: 1 de setembro de 2017


Há algum tempo a função da escola vem sendo a de garantir a aprendizagem de certos conteúdos essenciais como leitura, escrita e cálculos, formando cidadãos  que saibam lidar com as demandas cada vez mais complexas da sociedade moderna.  A busca pela informação torna-se cada vez mais necessária neste contexto. Sabe-se, porém, acerca da importância de a escola facilitar a adaptação e contribuir na formação de cidadãos reflexivos e conscientes, que utilizem suas competências para a vida em sociedade.

Durante esse processo de construção, as crianças passam por diversas emoções tais como medo, alegria, frustrações. Essas emoções precisam ser trabalhadas pelo professor, pelos pais e pelos próprios alunos. Muitos pais acreditam que a tarefa de educar é somente da escola, deixando de lado suas obrigações de família no desenvolvimento dos filhos.

A criança em todos os lugares se constitui como ser humano participante da sociedade em que está inserida. As aprendizagens que eram inicialmente exclusivas do âmbito familiar passam para o social e o educacional, podendo ser essa passagem traumática para algumas crianças que são muito ligadas a seus pais ou a outros familiares. O primeiro dia de aula, por exemplo, pode-se tornar uma experiência extremamente dolorosa, principalmente quando se deparam com professores pouco compreensivos e pais que apenas fazem cobranças, sem perceberem o sofrimento de seus filhos.

São as interações entre família, escola e meio ambiente, que moldam a personalidade do ser humano, tornando-o sujeito do conhecimento e do afeto. Os elogios sempre proporcionam um crescimento afetivo, assim como críticas equivocadas podem desacreditar os pequenos. A aproximação entre professor e aluno reflete em certa fragilidade onde professor pode, por um lado agir emotivamente, e por outro agir sem envolvimento, tornando-se necessário um equilíbrio entre razão e emoção para facilitar o processo de ensino aprendizagem.

Os professores devem fazer com que seus alunos percebam como é possível transformar as informações repassadas a eles em conhecimentos para serem utilizados em seu cotidiano, especialmente nas relações pessoais e interpessoais, podendo assim perceber a importância da escola em suas vidas.

O professor precisa ter a sensibilidade de perceber qual é o aluno que precisa atenção redobrada e porque muitas vezes há aqueles que respondem com agressividade aos estímulos recebidos. Para muitos essa é a maneira encontrada de expressar suas angústias e inconscientemente está pedindo ajuda. Uma mudança na cultura educacional pode fazer com que educadores aprendam a trabalhar mais com a emoção para educar a autoestima e desenvolver a solidariedade, a tolerância..., os quais  são requisitos  de qualidade para a vida em sociedade.

SILVIA N. LUKRAFKA
Graduada em Pedagogia Educação Infantil e Anos Iniciais
Pós Graduada em Gestão, Coordenação e Supervisão Escolar
Professora de Educação Infantil nos Municípios de Barra Funda e Sarandi



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