Data de publicação: 20 de junho de 2018
As crianças da turma do Pré II A gostam muito de ouvir histórias. Mas também gostam que a professora invente histórias sem livros. Partindo disso, pedi que as crianças me ajudassem a inventar uma história onde eles também seriam os autores. Fizemos uma rodinha e todos puderam colaborar com ideias para a história da turma. Todos concordaram que teria que ser uma história onde uma turma de crianças viveria uma aventura. Partindo dessa ideia a história foi sendo por eles inventada. A colaboração da professora resumiu-se a escrever as ideias e escolher o nome do índio. O resultado pode ser lido abaixo:
O PASSEIO NA FLORESTA ERA UMA VEZ UMA TURMA DE CRIANÇAS QUE RESOLVERAM PASSEAR EM UMA FLORESTA. NESSA FLORESTA HAVIA MUITAS ÁRVORES, CAMINHOS PARA CAMINHAR, LEÕES, URSOS, COBRAS, PORCO DO MATO, ORANGOTANGO, ESQUILOS E ONÇAS. ERA UM DIA MUITO ENSOLARADO DE VERÃO E, COMO AS CRIANÇAS ESTAVAM COM MUITO CALOR, ELAS RESOLVERAM PROCURAR UM RIO PARA TOMAR BANHO. ANDARAM POR UM TEMPO NO MEIO DE TODAS AQUELAS ÁRVORES ATÉ QUE ACHARAM UM RIO LIMPINHO COM PEIXES COLORIDOS E UMA LINDA CACHOEIRA, MAS TAMBÉM COM HIPOPÓTAMOS E JACARÉS. E AGORA?! COMO IRIAM TOMAR BANHO DE RIO COM ESSES PERIGOS? A BOA NOTÍCIA É QUE UMA DAS CRIANÇAS TINHA NA SUA MOCHILA A SOLUÇÃO: UMA TIROLESA! AS CRIANÇAS AJUDARAM A PRENDER A TIROLESA BEM FIRME NAS ÁRVORES E, UM POR VEZ, PASSARAM VOANDO POR CIMA DOS JACARÉS E HIPOPÓTAMOS, E AINDA DERAM UM THAUZINHO. CHEGARAM ENTÃO NUMA OUTRA PARTE DO RIO ONDE NÃO HAVIA PERIGO ALGUM E TOMARAM UM BANHO DELICIOSO E MUITO DIVERTIDO. QUANDO ESTAVAM BRINCANDO DE NADAR E SE JOGAR ÁGUA, UMA CRIANÇA VIU AO LONGE UMA CABANA E UM BARCO. TODOS FICARAM MUITO CURIOSOS E DECIDIRAM IR ATÉ LÁ PARA VER MELHOR. A CABANA ERA DE UM ÍNDIO CHAMADO KAUÊ, QUE SIGNIFICA “HOMEM BONDOSO” NA LÍNGUA DOS ÍNDIOS. O ÍNDIO ERA BEM LEGAL E ELES SE TORNARAM AMIGOS. COZINHARAM NA CABANA DO ÍNDIO E ANDARAM COM SEU BARCO. FOI UM DIA MUITO DIVERTIDO. QUANDO ANOITECEU ELES DORMIRAM NA CABANA DO ÍNDIO KAUÊ E FORAM PRA CASA SÓ NO OUTRO DIA. MAS ANTES PROMETERAM QUE IRIAM VOLTAR NOVAMENTE PARA SE DIVERTIR EM POÇAS DE LAMA. O ÍNDIO E AS CRIANÇAS VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE. ALUNOS E PROFE DO PRÉ IIA |
A história foi digitada e colada na sala de aula. Depois de ler novamente a história, os alunos ficaram responsáveis por fazer as ilustrações. Segue a ilustração feita por Pâmela a partir de suas ideias e percepções.
Em função da história inventada pela turma “O passeio na floresta” e da curiosidade sobre o que haveria mesmo em uma floresta de verdade, foi proporcionado um passeio para as crianças até os arredores da Fonte Sarandi onde existe uma grande quantidade de área verde. Lá as crianças puderam ter um contato direto com um ambiente muito semelhante ao da história por elas inventada. Foi uma experiência muito gratificante pois o deslumbre, o encantamento, o prazer da descoberta e a felicidade eram algo bastante visíveis em suas expressões. O momento proporcionou a delicadeza e a sensibilidade necessárias para a contemplação do ar, do silêncio, dos outros seres vivos que habitavam aquele lugar, desencadeando sentimentos de empatia e compadecimento. As crianças brincaram muito explorando todos os lugares possíveis. A imaginação estava a mil!!! Gravetos se transformavam em espadas, mamadeiras ou vidros de remédio. Buracos em árvores e no chão se transformavam em tocas de diferentes animais. Sons, ruídos e animais ganhavam vida na mente de cada criança. A curiosidade e a coragem emanavam de seus corpos. Cada criança criou uma floresta muito maior e mais cheia de coisas do que aquela em que elas realmente estavam. Tudo isso graças às suas cabecinhas cheias de ideias e possibilidades. Outro momento legal da tarde foi o piquenique na floresta. Algumas falas das crianças simbolizam um pouco do que aquela tarde representou: “Profe, eu nunca, jamais vou esquecer esse dia. Ele vai ficar guardado para sempre dentro a minha cabecinha”; “Profe, eu já tinha feito piquenique sabe, mas esse foi o piquenique mais legal que eu já fiz porque é numa floresta”. As crianças retornaram para a escola com os rostinhos iluminados e preenchidos por largos sorrisos e também mediante o combinado de que a turma voltaria a passear lá novamente.