Data de publicação: 12 de setembro de 2017
Começou nesta segunda-feira, dia 11 de setembro, a Campanha Nacional de Multivacinação 2017 para crianças, adolescentes e jovens. Com o objetivo de atualizar e complementar o cartão de vacinação estará disponível mais de dez tipos de vacina, capaz de combater diversas doenças.
Para as crianças menores de 5 anos serão disponibilizadas as vacinas: Pentavalente, Rotavírus, Pneumo 10, Meningo C, Tríplice Viral, DTP infantil, contra varicela, contra poliomielite (VIP e VOPb), contra hepatite A, contra a hepatite B, entre outras.
Para adolescentes de 9 a 14 anos terão as vacinas: Tríplice Viral, Dupla Adulto, meningite, febre amarela, contra hepatite B e contra HPV; esta última específica para adolescentes entre 9 a 14 anos, e por determinação do Ministério da Saúde, a novidade é a vacinação contra HPV para jovens entre 15 a 26 anos.
Neste sábado, dia 16, irá ocorrer o dia D de vacinação, a Campanha Nacional de Multivacinação é uma estratégia que o Ministério da Saúde adota desde 2012 com a finalidade de atualizar a situação vacinal da população.
Vacinas
Serão garantidas na campanha todas as vacinas já disponíveis na rotina das unidades de saúde e não há meta a ser atingida. Os objetivos da multivacinação são oportunizar mais uma forma de acesso às vacinas ofertadas e melhorar a cobertura vacinal, reduzindo a incidência das doenças imunopreveníveis e manter controladas, eliminadas ou erradicadas essas enfermidades.
É importante levar a caderneta de vacinação e documentos pessoais da criança ou do adolescente para uma avaliação da equipe da saúde.
Por que houve mudanças no Calendário Nacional de Vacinação em 2017?
Historicamente, diversos calendários de vacinação foram propostos em função de diferentes situações, tais como: situação epidemiológica, mudanças nas indicações das vacinas ou incorporação de novas vacinas. O objetivo é, sempre, otimizar a cobertura vacinal no país. Assim, a introdução de novas vacinas no Calendário Nacional é sempre um avanço para a saúde pública.
Por que vacinar também os meninos contra o HPV?
Os homens, quando imunizados contra a doença, além de deixarem de transmitir o vírus HPV durante a relação sexual, estão protegidos contra o câncer de pênis, ânus, verrugas genitais, câncer bucal e de faringe. A inclusão de meninos no calendário permanente da vacina HPV é extremamente relevante. Tanto eles ficam protegidos, quanto as mulheres, porque o vírus é transmitido pela via sexual, podendo causar nas mulheres diversos cânceres, entre eles o mais recorrente que é o de colo de útero.
A vacina contra a o HPV é mesmo segura?
Sim, segura e também eficaz. Ela é licenciada em mais de 130 países, e sua segurança é reforçada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS). As Sociedades Brasileiras de: Imunizações (SBIm), Infectologia (SBI) e Pediatria (SBP), a Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pediátrica (SLIPE) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), enfatizam a necessidade das meninas brasileiras, de 9 a 13 anos de idade, receberem a primeira ou segunda dose da vacina HPV nos postos de vacinação e escolas de todo país, com o objetivo de uma adequada proteção contra as infecções causadas pelo vírus que são relacionadas a vários tipos de câncer, especialmente o de colo uterino.
CAXUMBA
A caxumba é uma doença infecciosa, causada por vírus, que provoca inflamação nas glândulas parótidas, submaxilares e sublinguais. Também conhecida como papeira, pelo fato de provocar inchaço e dor nas laterais do pescoço, pode ser facilmente prevenida por meio de vacina.
CÂNCER DE COLO DO ÚTERO PELO HPV
O câncer do colo do útero, também chamado de cervical, é causado pela infecção persistente por alguns tipos (chamados oncogênicos) do Papilomavírus Humano - HPV. Em conjunto com ações de rastreamento – como o exame preventivo (Papanicolaou) – a vacinação é uma estratégia importante para a prevenção deste tipo de câncer. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), estimam que, a cada ano, surgem 15 mil novos casos e 5 mil mortes ocorrem por causa da doença no Brasil.
COQUELUCHE
Causada pela bactéria Bordetella Pertussis, a doença ataca o aparelho respiratório (traqueia e brônquios), desencadeando uma inflamação nos pulmões. É caracterizada por tosse seca prolongada, associada a um ou mais sintomas: vômito pós-tosse, respiração ruidosa, coloração azulada da pele e mucosa, principalmente unhas e lábios; apneia, coriza e febre.
DIFTERIA
É causada pela bactéria Corinebacterium diphtheriae, que frequentemente se aloja nas amídalas, faringe, laringe, nariz e, ocasionalmente, em outras mucosas e na pele. A difteria é transmitida pela saliva ou outras secreções eliminadas ao tossir, espirrar ou mesmo ao falar, provocando inflamação das vias respiratórias. Um dos sintomas mais frequentes são formações de placas na garganta.
FEBRE AMARELA
Trata-se de uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores. Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A vacina contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional do SUS e deve ser tomada até 10 dias antes de viajar para áreas rurais, silvestres ou de mata. Quem mora nestas áreas ou em regiões endêmicas deve procurar o Posto de Saúde (Unidade Básica de Saúde) mais próxima da sua casa para atualizar o cartão de vacina.
HEPATITE A
Também conhecida como “hepatite infecciosa”, é causada pelo vírus VHA. Sua transmissão é feita pelo contrato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados. Os sintomas mais comuns são: febre, fraqueza, mal-estar, dor abdominal, enjoo/náuseas, vômitos, perda de apetite, urina escura, icterícia e fezes esbranquiçadas.
MENINGITE C
A meningite é a inflamação das meninges – membranas que envolvem o cérebro – causada pela bactéria Neisseria meningitidis, transmitida de uma pessoa a outra através de gotículas da tosse, espirro e beijo. Os principais sintomas são: febre alta, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, rigidez de nuca e, algumas vezes, manchas na pele (tipo picada de mosquito).
RUBÉOLA
Causada por vírus, é transmitida através da inalação de gotículas de secreção nasal de pessoas contaminadas, que contêm o vírus. A apresentação inicial se assemelha a uma gripe comum, e dura de 7 a 10 dias, até o surgimento das ínguas e, posteriormente, manchas na pele, que desaparecem sem deixar sequelas. Estes dois últimos sintomas são encontrados inicialmente na face e no pescoço e disseminados pelo tronco e membros. Não há tratamento específico antiviral. A vacina é a única forma de prevenção contra a doença.
SARAMPO
Febre, tosse persistente, corrimento no nariz e irritação nos olhos são sintomas facilmente confundíveis com uma gripe, exceto pelo aparecimento de manchas avermelhadas na pele, característica marcante do sarampo. É transmitido por um vírus através de secreções expelidas pelo nariz ou boca durante a fala, tosse ou espirro do doente.
TÉTANO
A contaminação pela bactéria Clostridium tetani é feita a partir de lesões na pele causadas por ferimentos, mesmo que pequenos, provocados por metais (enferrujados ou não), madeira, vidro ou outros objetos contaminados. Os principais sintomas são: contrações musculares involuntárias na região do ferimento, seguido de contrações dos músculos da face e do pescoço. Progressivamente também atinge os músculos do abdômen, provocando dificuldade de engolir e insuficiência respiratória.
TUBERCULOSE
A vacina BCG é composta pelo bacilo de Calmette & Guérin, obtido pela atenuação do Mycobacterium bovis, umas das bactérias que transmitem a tuberculose. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda a vacinação universal das crianças e deve ser dada logo ao recém-nascido. Se isso não for possível, deve ser ministrada após o primeiro mês de vida. Ainda, a BCG pode ser tomada por crianças com sorologia positiva de HIV que não apresentam sintomas, ou filhos de mulheres soropositivas assintomáticas.
VARICELA
Também conhecida como catapora, é uma doença infecciosa causada pelo vírus varicela-zoster. Nos meses de setembro e outubro é comum o aumento do número de casos. Altamente contagiosa, mas geralmente benigna, a transmissão da catapora se dá através da saliva ou secreções respiratórias, ou por contato com o líquido do interior das vesículas. Febre entre 37,5° e 39,5°, mal-estar, inapetência, dor de cabeça e cansaço são os principais sintomas. Entre 24 e 48 horas surgem lesões de pele caracterizadas por manchas avermelhadas, que dão lugar a pequenas bolhas ou vesículas cheias de líquido, sobre as quais, posteriormente, se formarão crostas que provocam coceira.
Disponível em saúde.mg